No último sábado, a arte brasileira ficou de luto. Perdemos uma artista completa. Perdemos a atriz, a diretora, a cantora. Perdemos a diva dos palcos da vida. Perdemos Marília Pêra.
Marília. Nascida em uma família de artistas, onde todos já estavam a um passo da imortalidade. Embalada por acordes musicais e vozes possuídas pela glória de viver mil vidas, teve aos dezenove dias de existência a sua primeira oportunidade de subir ao palco de um teatro. Nas coxias, brincou com as musas da canção, da comédia, da tragédia, do bailado e da fama. Aos quatro anos já era uma atriz, com o texto e a marcação de cor, e envolta aos encantos dos grandes clássicos do teatro universal. Seu destino não poderia ser outro senão o mágico dom de representar... Ao nascer e crescer iluminada pelos deuses ganhara a missão de cantar e encantar para que, um dia, viesse a se tornar uma diva imortal.Seu talento nato lhe rendeu grandes e cobiçadas premiações no Brasil e no mundo, oferecidos em reconhecimento pelo amor e dignidade com que sempre tratou sua arte, sua profissão. É o amor de quem nasceu, cresceu, amou e, enfim, viveu no palco. Um amor verdadeiro que foi percebido popularmente em todo o país, que aponta Marília como uma das mais queridas atrizes brasileiras.
Marília Pêra, que viveu tantas vidas em sua vida, agora será eternamente aplaudida de pé por todos nós, admiradores que tanto nos orgulhamos de sua arte. Cumprindo os desígnios dos deuses, tu és imortal. Diante da sua perda, vem a única coisa que nos resta dizer:
Bravo, Marília!
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